Em 23 anos, o projeto Iguaçu da Colônia Militar começou do zero levando-o ao estágio de pré-município

 

Foz do Iguaçu pode celebrar, se quiser, duas datas de fundação. A primeira é 10 de junho de 1914, data em que o empresário Jorge Schimmelpfeng assume como o primeiro prefeito de uma nova cidade chamada Vila Iguassú.

Até 1912, a vila era a área residencial da Colônia Militar do Iguassu.  Nesse ano, o Governo deu por encerrada a missão da Colônia Militar. Primeiro, o governo criara uma Comissão para a construção de uma estrada estratégica no Paraná que ligasse Guarapuava à beira do rio Paraná. Uma das missões da Comissão foi a criação da Colônia e mais tarde a instalação de linhas telegráficas.

Concluída a estrada e fundada a Colônia, a missão dela era promover e estimular negócios, comércio e a ocupação do território. O posto telegráfico e uma delegacia de rendas foram abertos em 1906. 

Em 1912, a missão foi considerada cumprida e o Ministério da Guerra determinou que a colônia passasse à administração civil, leia-se ao domínio do Estado do Paraná sob a jurisdição de Guarapuava. A antiga estrada estratégica foi renomeada para PR-35, substituída em 1969, após abandono de parte do traçado original, pela atual BR-277. 

A colônia

Segundo instruções do comando da Comissão Estratégica, a Colônia Militar se estabeleceu primeiramente em terras que hoje pertencem ao Colégio Agrícola Estadual Manuel Pereira Pena, próximo ao Arroio Pé Feio, a aproximadamente quatro quilômetros da foz do rio Iguaçu. O pequeno curso de água, em época de estiagem, se mostrou insuficiente para satisfazer as necessidades da Colônia Militar.

A tropa provisoriamente acampou às margens do rio Monjolo. Com o tempo, o acampamento provisório tornou-se permanente. O papel do rio Monjolo no abastecimento da tropa e da vila ao redor foi muito importante.

Na propriedade da Colônia, havia um monjolo, uma máquina movida a água que fazia girar as rodas de um moinho que triturava milho e outros cereais para o consumo da Colônia e da população local. A água do rio Monjolo era cristalina e de boa qualidade e foi citada em escritos de cientistas e visitantes estrangeiros da colônia no final dos anos 1800.

Após o fim da Colônia Militar do Iguassú, o Exército se retirou da fronteira por 20 anos. Em 1932, o Exército voltou à fronteira fundando a 1ª Companhia Isolada de Fronteira no mesmo local da antiga sede da Colônia, na área do Rio Monjolo. Em 1943, a Companhia foi elevada a batalhão com a designação de 1º Batalhão de Fronteira (BFron).

Em 1980, o 1º BFron foi transformado em 34º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMTz) designação que permaneceu até 24 de maio de 2013, quando o Batalhão Motorizado passou a Batalhão Mecanizado, com o nome de 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado (34º BIMec).    

Na foto, exploradores argentinos em visita ao Salto São João, no atual Parque Nacional do Iguaçu, na época da Colônia Militar do Iguassú

Exploradores argentinos, em visita ao Salto São João no atual Parque Nacional do Iguaçu, na época da Colônia Militar do Iguassú