Ainda não é possível ter uma avaliação precisa de todo o impacto ocasionado pela pandemia de Covid-19 em todo o mundo. Mas para o setor turístico, responsável por um a cada 4 empregos gerados, o impacto foi imediato e poderá mudar a característica geral do setor, com prejuízos, quebra de empresas e demissões que serão sentidas a longo prazo. Pensando nisso, entidades paranaenses, redigiram um ofício para o Governador Carlos Massa, Ratinho Júnior, pedindo apoio para amenizar o cenário que se desenha.

A iniciativa partiu do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau, mas contou com o apoio do Visit Iguassu e demais Conventions Bureaux do Paraná, para alinhar junto a Associação Brasileira de Empresas de Eventos Regional Paraná -  ABEOC/PR uma série de propostas que possam auxiliar o setor nessa fase crítica.  A ideia foi criar um documento único demonstrando não somente a união das entidades, como a importância desse setor para o estado.

Fábio Skraba, presidente da ABEOC/PR e que também é vice-presidente do Conselho Paranaense de Turismo, destaca a “importância de cada Convention Bureau para que consigamos trabalhar em conjunto. O mercado de turismo e eventos enfrenta um momento delicado, que vamos superar, mas a união do trade turístico é fundamental nesse processo, além das ações externas no que se refere à gestão pública. Precisamos pensar na retomada”.

Desta forma, em nome do setor de turismo e eventos, e segmentos direta e indiretamente relacionados, a ABEOC/PR preparou uma carta direcionada ao Governo do Estado e municípios, com medidas emergenciais que possam atenuar o impacto que sofre o trade turístico do Paraná.

Maria Iraclézia de Araújo, presidente do Convention Bureau de Maringá, afirma que o momento é de união. “Precisamos agir com estratégia para que o impacto econômico no trade turístico seja o menor possível com essa crise. A união dos Conventions Bureaux e entidades como ABEOC/PR são fundamentais para superarmos essa fase e sairmos ainda mais fortes”.

Para Felipe Gonzalez, presidente do Visit iguassu, o turismo no Brasil irá passar por uma transformação com o impacto da pandemia, e cabe as entidades unirem forças para que seja uma fase passageira. “ No Destino Iguassu já demos exemplo de que como a integração entre os diversos segmentos pode trazer bons frutos. Agora, passaremos por uma crise geral e cabe a cada esfera de poder fazer a sua parte para que os mais diversos atores desse setor sejam minimamente castigados. Nosso desejo é que o Governador se sensibilize ainda mais com esse setor tão importante para a economia do estado”.

Sobre a carta

A carta direcionada ao Governador, apresenta o momento econômico que vive o setor. “Nos segmentos de eventos e turismo o caos se manifestou do dia para a noite, devastando um mercado que em 2019 movimentou mais de R$ 936 bi e gera mais de 25 milhões de empregos, ou seja, 1 em cada 4 brasileiros trabalha direta ou indiretamente neste mercado com mais de 590 mil eventos que acontecem todo ano no país. Empregos formais podem desaparecer assim como empresas de diversos tamanhos em diversas regiões do país”.

Entre as medidas que podem auxiliar as empresas ligadas ao setor de turismo a enfrentarem este momento está a “criação e efetivação do Fundo Paranaense de Turismo – Funtur: Com base no decreto para a criação do grupo de trabalho para a implantação do Funtur e com o efetivo fortalecimento do CEPATUR e PARANÁ TURISMO, o FUNTUR servirá como alavanca para a captação, promoção de eventos e projetos turísticos do estado”, e “aplicação de 0,15% do imposto devido ao ICMS ou parte da dívida ativa do ICMS para promoção de eventos e/ou projetos turísticos. Este percentual será destinado ao FUNTUR”, entre outras medidas.

Texto: Assessorias Visit Iguassu e Convention Bureau de Maringá