A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), em conformidade com o Ministério da Saúde brasileiro e com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esclarece que não é necessária medida restritiva de viagem para o Brasil, além do cuidado especial com as gestantes, ao vírus Zika. O Plano de Enfrentamento adotado pelo governo contra o Aedes Aegypti, mosquito que transmite a doença, envolve diferentes ministérios e órgãos, em parceria com estados e municípios, para garantir iniciativas de prevenção, controle e contenção de agravos à saúde pública.

A Embratur também informa turistas brasileiros e estrangeiros para a necessidade do uso de repelentes e de roupas que dificultem a ação do mosquito. Independentemente do destino ou motivo, as gestantes devem consultar o seu médico antes de viajar. Para este público, a indicação é usar somente medicamentos prescritos por profissionais de saúde, fazer um pré-natal qualificado com exames previstos nesta fase, além de relatar qualquer alteração durante a gestação.

EMBRATUR'S STATEMENT – ZIKA VIRUS

Embratur (the Brazilian Tourism Board), in accordance with the Brazilian Ministry of Health and the World Health Organization (WHO), clarifies that no measures restricting trips to Brazil are necessary, besides special care by pregnant women in relation to the Zika virus. The action plan, by the government against the Aedes Aegypti, the mosquito responsible for transmitting the disease, involves different ministries and agencies, in partnership with the states and cities, in order to secure prevention, control and contention of any harm to public health.

Embratur also informs to both Brazilian and foreign tourists about the importance of using repellants and clothing that hinder the action of the mosquito. Regardless of the destination or the reason, pregnant women should consult with their doctors before traveling. For these travelers, we recommend that they only use medications prescribed by health professionals, have a qualified prenatal examination, in addition to reporting any changes during their pregnancy.

 

Nota sobre declaração da OMS de Emergência de Saúde Pública Internacional:

O Ministério da Saúde considera de fundamental importância a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) de Emergência de Saúde Pública de importância internacional (ESPII) por vírus Zikae sua possível associação com a microcefalia e síndromes neurológicas. A decisão foi recomendada pelo Comitê de Emergência da OMS à presidente da organização, Margaret Chan, com base nas informações técnicas de entendimento do vírus Zika repassada pelo Brasil, França, Estados Unidos e El Salvador.

A emergência de saúde pública de importância internacional é um evento extraordinário que exige uma resposta coordenada. Este reconhecimento internacional deve facilitar a busca de parcerias em todo o mundo, reunindo esforços de governos e especialistas para enfrentar a situação.

O Brasil tem sido um protagonista. Quando decretou Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, o Ministério da Saúde sinalizou à OMS da possiblidade de um evento de importância internacional e, desde então, se colocou à disposição da organização para esclarecimentos e fornecimento de materiais técnicos.

É importante esclarecer que na recomendação da OMS não há restrição de viagens ou comércio com países, regiões e/ou territórios com a transmissão do vírus Zika. Recomenda-se que as pessoas que venham a viajar para áreas com transmissão do vírus Zika tomem medidas adequadas para evitar picadas de mosquito. No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é para que a população, principalmente mulheres grávidas e em idade fértil, tomem medidas simples que possam evitar o contato com o Aedes aegypti, como utilizar repelentes, proteger-se da exposição de mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou teladas e usar calça e camisa de manga comprida.

Cabe informar, por fim, que a comissão da OMS concluiu que o recente conjunto de casos de microcefalia e outros distúrbios neurológicos relatados no Brasil e um acometimento semelhante ocorrido na Polinésia Francesa, em 2014, são suficientes para constituir uma emergência de saúde pública de importância internacional. O Ministério da Saúde confirmou, em novembro de 2015, a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste.