Responsável pelo financiamento de boa parte das ações de promoção do Destino, a colaboração facultativa é peça primordial em regiões turísticas

Em 2015, foram realizados 47 eventos em Foz do Iguaçu captados e apoiados pelo Iguassu Convention & Visitors Bureau. Eles foram responsáveis por trazer mais de 54 mil pessoas para o Destino. No mesmo ano, houve um crescimento de 183% nas capacitações de agentes de viagens e a participação em mais de 23 feiras e eventos voltados para a atração de turistas de lazer.  Já na comunicação, foram realizados 22 press trips – viagem de familiarização para jornalistas -, o que resultou em mais de R$3 milhões em exposição de mídia. Resultados de um alto investimento que só é possível através da contribuição facultativa, arrecadada dos hóspedes nos hotéis.

Todo turista que se hospeda na cidade, em hotéis associados ao Iguassu CVB, é convidado a contribuir com a tourism tax, uma prática mundial que reverte os valores em ações voltadas ao aumento do fluxo de visitantes e na melhoria dos serviços prestados. Em Foz do Iguaçu, o valor arrecado é revertido para ações do Iguassu CVB que nos últimos anos apresentam inúmeras vantagens para o setor.

Para o Presidente do Iguassu CVB, Altino Voltolini, a contribuição é fundamental para o turismo em Foz do Iguaçu. “Precisamos que os profissionais iguaçuenses tenham em mente que a arrecadação é imprescindível para o desenvolvimento de nossa cidade e a sustentabilidade de nossa economia, gerando negócios e empregos. Os valores são revertidos em ações de promoção, na captação de novos visitantes e melhorias da infraestrutura do Destino. Portanto, contribuir para elevar essa arrecadação, a curto e médio prazo, irá gerar benefícios para todos nós”.

“Nos últimos anos alcançamos um novo patamar no turismo do Destino Iguaçu.  Trabalhamos arduamente para melhoria da infraestrutura hoteleira, através do esforço de empresários, melhorias estruturais, tais como a reforma do aeroporto e revitalização da Ponte da Amizade, ações diretamente ligadas ao trabalho da Gestão Integrada do Turismo - formada pela união do Iguassu CVB, Fundo Iguaçu, Itaipu Binacional e Secretaria Municipal de Turismo. Tudo isso reflete no volume de visitantes e eventos captados na cidade. Um trabalho que não pode ser interrompido e precisa ser amparado pela arrecadação da tourism tax”, avalia Voltolini.

Dada a importância dessa contribuição para o Destino, um dos principais papéis do departamento de Relacionamento do Iguassu CVB é o de treinar as equipes de recepção e reserva para apresentar ao hóspede os benefícios da tourism tax. Caroline Teixeira, que conduz os treinamentos, afirma que “os profissionais capacitados são os melhores aliados do turismo local. Um verdadeiro agente de promoção do Destino, pois é deles o papel de sensibilizar os hóspedes quanto aos motivos e os benefícios dessa contribuição”.

A contribuição, que é espontânea e facultativa, também traz benefício imediato para o turista, é o caso da assistência ambulatorial 24h (para patologias de baixa complexidade). No Brasil, o Iguassu CVB é um dos únicos a oferecer uma vantagem direta àqueles que contribuem com a tourism tax.

Mito Verdade
É uma taxa obrigatória A tourism tax é uma contribuição espontânea e cabe ao responsável pela cobrança em cada estabelecimento expor as razões e seus fins.
É repassada para o governo Essa tax é recolhida pelo estabelecimento conveniado (em Foz do Iguassu, o Iguassu CVB) e vai para o caixa da entidade que reaplica o valor em processos de captação de novos eventos; capacitações de agendes de turismo; divulgação do Destino em feiras e workshops; press trips; assistência médica ao turista.
Quem viaja a negócio não deve contribuir já que a taxa é para o turismo Turismo são as atividades que as pessoas realizam durante viagens e estadas em lugares diferentes do seu entorno habitual, por um período inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócios ou outras.
O turista se ofende pela cobrança A contribuição (turism Tax) é aplicada em todo mundo, em alguns países, de forma obrigatória, mas no Brasil é facultativa. Os CVBx lutam para que assim permaneça, pois do contrário esta seria revertida para os cofres públicos sem garantia de investimento direto ao setor de turismo.
É um valor alto para o visitante A tourism tax, é de acordo com a categoria do meio de hospedagem em que o visitante está hospedado. Hoje em Foz o valor mais alto é de R$3 dia/hóspede.
O guia de turismo não tem parte nisso, ou não deve incentivar a contribuição Como todo e qualquer trabalhador do trade turístico, o guia tem benefícios com as atividades realizadas pelo ICVB. Cada ação que traz mais visitantes para cidade acaba de alguma forma beneficiando os participantes da atividade. A formula é simples: mais visitantes = mais trabalho.